SUZANA INHESTA - Agencia Estado
SÃO PAULO - A cerveja é um dos itens que deverão registrar maior porcentual de crescimento nas vendas de Natal e Ano Novo, época que coincide com o verão, período de maior venda para a indústria do setor, segundo Pesquisa de Natal da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) feita com aproximadamente 80 supermercadistas. A expectativa é que as compras do produto subam 15,2% no período ante igual intervalo de 2009.
Na sequência da lista de produtos com maior potencial de vendas nas festas de final de ano estão o panetone, com alta de 14,1%; refrigerante e bacalhau, com 13,8%, cada; frutas nacionais da época (13,4%); bebidas natalinas (12,9%); frutas secas (11,9%); frango congelado (11,9%) e brinquedos (11,4%). Já peixes frescos, com 6,8%, tender, com 8,2%, e peixes congelados, com 9,1%, tiveram os menores crescimentos porcentuais.Segundo o superintendente da Abras, os produtos deverão ser mais caros neste ano do que o ano passado, já que 71% dos supermercadistas relataram ter comprado os produtos em patamar de preços superior ao praticado nos meses anteriores, enquanto 29% fizeram seus pedidos com valores alinhados. "Mas ao mesmo tempo, o período é de grande competitividade. Então o possível repasse pode não ocorrer", explicou. Entretanto, os lojistas (73% dos entrevistados) admitiram que, após o período de festas, realizarão campanhas promocionais.
A pesquisa ainda mostrou que 52% das empresas vão contratar mão de obra temporária, enquanto 48% não irão contratar. O setor estima que, no total, serão contratadas 12,8 mil pessoas especialmente para o período de final de ano. Desse total, 16% devem ser efetivadas.
Importados
Para os produtos importados, o estudo da Abras aponta crescimento de vendas de 12,1%, impulsionado pelos importados em geral (azeites, azeitonas, queijos, embutidos, entre outros), ante 9% do mesmo período do ano passado. A expectativa de comercialização das frutas especiais importadas para este ano é de 11,1% ante 13,5% e vinhos importados, de 9,7% ante 7,5%.
"O câmbio não influenciou nas compras de importados dos supermercados, que deverá ter comportamento parecido com o do ano passado", disse Pires. Segundo ele, o desempenho do dólar ante o real foi praticamente o mesmo se comparado ao do ano passado. "De setembro a outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, o dólar caiu 0,10% a 0,15%, por isso não haverá muita diferença das compras de importados neste ano", explicou o superintendente.